A recente decisão do Procon-SP de suspender pelo período de até 72 horas, as atividades da B2W Companhia Global do Varejo (responsável pelas empresas Americanas, Shoptime e Submarino), por não entregar os produtos aos consumidores, reacende um eterno dilema do comércio eletrônico: como evitar transtornos ao comprar pela internet?
Na realidade, a maioria dos consumidores não busca informações sobre a loja virtual e, ao comprar, acaba se frustrando. Por outro lado, ainda que haja diversos meios para assegurar proteção ao consumidor, muitos sites desconhecem ou ignoram tanto os direitos do consumidor como os processos de segurança.
O consumidor deve ficar atento a fatores que podem revelar se o site é seguro ou não. Um deles diz respeito ao sigilo nos dados confidenciais do consumidor, como números de cartões de crédito. O ideal é o site investir na tecnologia SSL, pois essa exige que uma conexão segura seja negociada entre o navegador do cliente e o servidor web de uma empresa. Depois dessa negociação, todas as comunicações de dados são criptografadas com as chaves de 56 bits (alta) ou 128 bits (muito alta).
Além disso, busque informações como depoimentos de clientes, política de privacidade, política de segurança ou mesmo a verificação sobre reclamações de outros consumidores. Essas podem ser averiguadas no site do Procon e em outros especializados neste segmento. Essas atitudes poderão reforçar sua credibilidade no site.
Outra indicação é comprar em uma loja virtual que invista na análise de vulnerabilidades em servidores (IPs) e aplicações (URLs). Há também soluções de análise, validação e aprovação de transações financeiras, capazes de garantir aos compradores a segurança de saber que seus dados estão em ambiente seguro e não são repassados nem para os lojistas.
Ressalto ainda a importância de estar atento às empresas virtuais associadas ao e-bit, site especializado em pesquisas de satisfação para e-consumidores, que criou o bitConsumidor, um programa de avaliação de lojas virtuais com a qual os consumidores podem compartilhar com outros as suas experiências de compras no varejo on-line brasileiro. No bitConsumidor, as avaliações de quem comprou são transformadas em medalhas: diamante, ouro, prata ou bronze. Com isso, a loja virtual aparece em um ranking no site da e-bit, possibilitando ao consumidor identificar as melhores opções de compra pela internet.
Além destes fatores, não podemos esquecer: a legislação que protege o consumidor no Brasil é uma das mais modernas e completas do mundo. O Código de Defesa do Consumidor é um verdadeiro manual de procedimentos, estabelecendo todos os critérios que a empresa deve seguir para evitar a insatisfação do consumidor e até problemas jurídicos. Sendo assim, o Código torna-se uma ferramenta tanto a favor do consumidor como do lojista. [Webinsider]
Por que o mercado de TI é tão "masculino"?
Fonte: Olhar Digital - 4/10/11
De acordo com um relatório do Level Playing Field Institute (LPFI), ambientes de trabalho de TI, incluindo centros de tecnologia, podem criar condições hostis ou desagradáveis para mulheres e pessoas de cor, levando os funcionários a buscarem outras empresas ou até mesmo setores de trabalho.
O estudo utiliza dados coletados a partir de uma amostra de engenheiros de TI e gerentes de grandes empresas, além de startups pequenas ao redor dos Estados Unidos.
O relatório, chamado "Playing Field - uma análise das tendências ocultas em locais de trabalho da tecnologia da informação", afirma que preconceitos inerentes a empregos de tecnologia podem torná-los menos convidativos para o envolvimento de mulheres e minorias, que lidam com experiências de trabalho negativas, tais como assédio moral e bullying, em taxas muito mais elevadas do que os seus colegas do sexo masculino ou pessoas brancas. Em outras palavras, o sexismo nos locais de trabalho relacionados à tecnologia faz com que as mulheres procurem emprego em outras indústrias.
No entanto, o estudo também mostrou que, para a maioria dos gerentes de recursos humanos, manter um ambiente de trabalho diversificado não é uma prioridade alta. 68% dos gerentes e engenheiros entrevistados disseram estar satisfeitos com a diversidade de suas respectivas companhias.
Segundo o diretor executivo do LPFI, o setor de TI é um dos que mais crescem atualmente, mas as mulheres e pessoas de cor continuam numa categoria sub-representada.
O relatório também recomenda mais pesquisas sobre tais assuntos. Os autores do documento desafiam todos os que trabalham na indústria tecnológica para confrontar os próprios preconceitos e apoiar conversas produtivas dentro das empresas e comunidades.
Propaganda do ano: "Eu sou Nikon"
Fonte: Finter - 1/09/11
Pesquisa indica 'cansaço de redes sociais' em usuários
Fonte: BBC - 19/08/11
Uma pesquisa realizada por uma consultoria especializada em tecnologia da informação identificou "sinais de fadiga" no uso de redes sociais, como Facebook, Orkut e Twitter, entre segmentos de usuários em diversos países.
A pesquisa da consultoria Gartner ouviu 6,3 mil pessoas entre 13 e 74 anos de idade, em 11 países desenvolvidos e emergentes, incluindo no Brasil.
Do total, 37% dos respondentes disseram ter aumentado o uso de redes sociais, principalmente entre os mais jovens.
Por outro lado, 24% disseram que estão usando as redes sociais menos do que no início.
"A pesquisa mostra uma certa fadiga das redes sociais entre os usuários mais antigos", disse o diretor de pesquisas da Gartner, Brian Blau.
"O fato de 31% do grupo na categoria 'aspirantes' (mais jovens, que circulam por vários ambientes e com uma percepção mais aguçada sobre as marcas) indicarem que estão cansados de redes sociais é algo que os provedores dessas redes devem monitorar, porque eles precisarão inovar e variar para manter a atenção do consumidor", avaliou.
"Os conteúdos de marca precisam ser inovadores e capazes de capturar a atenção das pessoas imediatamente. A nova geração de consumidores é incansável e tem uma janela curta de atenção, e é preciso muita criatividade para criar impacto significativo."
A pesquisa ouviu 581 pessoas no Brasil, onde o Orkut ainda é o líder de usuários, seguido pelo YouTube e pelo Facebook.
"O Brasil é normalmente é citado como um dos países que adotam com entusiasmo as redes sociais, mas nossa amostra de respondentes não exibiu essa tendência forte de uso", afirmou a pesquisa.
"O uso foi médio, centrado principalmente no Orkut e no Facebook, com uma das taxas mais altas de uso de Internet Messenger e sites de chat entre os usuários com até 40 anos."
Entre os usuários brasileiros, a pesquisa notou um nível maior de preocupação com a privacidade que outros países.
Entre os entrevistados brasileiros, 46% se disseram preocupados com o tema, ante uma média geral de 33% de usuários.
Plano Nacional de Banda Larga estreitou
Fonte: Finter - 11/08/11
O ano de 2011 seria decisivo para o governo federal promover a inclusão digital em todo o Brasil, com a implementação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), não fosse o atraso para sair do papel e os acordos feitos, que parecem atender a apenas o lado das empresas.
O PNBL foi instituído em maio de 2010 com o objetivo de atingir 4.278 municípios até 2012. Previa para abril deste ano a implantação em 100 cidades e mais 15 capitais. E até o final de 2011, outros 1163 municípios também seriam contemplados. Porém, pelo visto, nada ainda foi feito.
Além de viabilizar o projeto das Cidades Digitais, com o PNBL o governo pretende levar internet até 39,8 milhões de domicílios brasileiros. Para isso, comprometeu-se a implantar em todo o país aproximadamente 30 mil quilômetros de cabos de fibra ótica e oferecer banda larga a 1 mega.
Por meio de decreto, foi escolhido o Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital (CGPID) como formulador da proposta e a Telebras como operadora e responsável pelo provimento de infra-estrutura e redes de suporte. Ela deverá cadastrar as prefeituras interessadas em receber banda larga e também mapeará os provedores que desejarem comercializar a conexão de banda larga.
É evidente: com uma banda larga de 1 mega ainda estaríamos longe do mundo ideal, principalmente porque os serviços pagos hoje, como Net e Speedy, já oferecem em residências velocidades de 20 mega (ou mais). Mas, quando foi instituído, o PNBL representava uma luz no fim do túnel, uma esperança de inclusão digital e social.
No entanto, viu-se pelo recente acordo do governo com as operadoras de telefonia, um favorecimento somente a elas, as quais deverão aumentar substancialmente seus faturamentos oferecendo banda lenta a preços abusivos e ainda concentrando-se em locais com maior poder aquisitivo. O grupo das teles é composto por Sercomtel, Algar, Oi, Telefonica, Vivo e, mais recentemente, a TIM.
As grandes operadoras não têm interesse algum em atuar nas regiões mais afastadas dos grandes centros. O investimento é alto e o retorno pequeno, pelo baixo volume de clientes. E é esse o maior entrave para levar o avanço tecnológico para essas populações. Aí estaria o maior benefício do PNBL.
Pendrive especial traz todo o acervo dos Beatles em MP3
Fonte: Finter - 05/08/11
Bastou os Beatles disponibilizarem o acervo na iTunes Store para que os álbuns da banda atingissem a marca dos mais vendidos da loja virtual. O feito deixa claro que há uma demanda reprimida pelo consumo do trabalho da banda mais famosa de todos os tempos. E que eles, definitivamente, são a maior banda de todos os tempos.
A Amazon vende um pendrive especial, com o formato de maça verde em alumínio, característico da gravadora do conjunto, a Apple Corps (não confundam com a empresa de Steve Jobs).
Mas é claro que o brinquedinho não é apenas uma unidade de armazenamento. O pendrive já vem com os 14 álbuns oficiais da banda remasterizados. Todas as músicas vêm nos formatos FLAC 44.1 Khz 24 bit (sem perda de qualidade) e MP3 320 Kbps. Além disso, os 16 GB de capacidade de maçãzinha contém fotos inéditas e documentários sobre os bastidores das gravações das canções.
Bom, barato não é, mas qualquer fã ou colecionador que se preze não iria achar absurdo investir US$ 270 no item.
Americano cria arte em 3D nas ruas de todo o mundo
Fonte: Finter - 25/07/11
O artista americano Kurt Wenner trabalha há 30 anos criando ilusões de ótica em calçadas de todo o mundo. A partir de um determinado ponto de vista, o espectador tem a ideia de profundidade e de três dimensões.
Antes de se dedicar à pintura, ele trabalhou dois anos na Nasa, criando simulações de paisagens extraterrestres, o que lhe rendeu ensinamentos sobre perspectivas e proporções antes de os computadores dominarem esse ofício. “Fui o último (funcionário da agência) a ser treinado em pinturas.
Cardápio na mesa
Fonte: Finter - 7/07/11
Clientes experimentam a tecnologia do restaurante Inamo, em Londres (Inglaterra), que projeta imagens da refeição no prato ainda vazio. O cardápio interativo e sensível ao toque permite que o cliente alterne entre as diferentes opções de pratos. A novidade é ideal para quem gosta de comer com os olhos.
Ataque hacker a 62 mil logins revela que "123456" é senha mais comum
Por PC World/EUA
Lista divulgada na web pelo grupo LulzSec mostra como muitos usuários ainda cultivam hábitos pouco seguros no mundo online.
A exposição, pelo grupo hacker LulzSec, de milhares de dados de logins faz, de certa forma, um favor a todos nós: ele nos lembra de que precisamos criar senhas mais fortes.
Uma nova análise dos 62 mil logins que o LulzSec tornou público na semana passada revela, de novo, os hábitos pouco seguros que muitos cultivam na hora de criar passwords.
Certamente não é a primeira vez que vemos isso ocorrer. Em janeiro, um estudo revelou que a maioria das senhas usadas por 32 milhões de contas hackeadas no site RockYou.com era ou "123456" ou "password". Em dezembro, outra análise de 188.279 senhas roubadas da rede de blogs Gawker mostrou que essas duas senhas eram as mais usadas.
E quais seriam as senhas mais populares na lista divulgada pelo LulzSec, de acordo com uma análise do programador Aviv Ben-Yosef? Sim, você adivinhou: "123456", seguido de "123456789" e, em terceiro lugar, "password".
Outras senhas bastante utilizadas na amostra divulgada pelo LulzSec continham palavras como "romance" e "mistério", revelando talvez o desejo secreto de alguns usuários. Outros seguiram a rota mais simples: cerca de 20% das senhas eram formadas apenas por números.
Apesar de as melhores práticas recomendarem a mistura de letras maiúsculas, números e caracteres especiais, apenas 2% das senhas obtidas pelo LulzSec tinham maiúsculas e ridículos 0,85% continham caracteres especiais.
Você provavelmente não precisa ser lembrado de como é importante criar senhas fortes e não usar o mesmo login em todos os sites. Mas certamente conhece alguém que poderia aprender com essa situação. Vale a pena lembrar essas pessoas que gerenciadores de senhas podem ajudar a contruir passwords mais robustas (sem que sejamos levados à loucura) e que acrescentar "789" ao fim de "123456" não torna uma senha mais segura.
Sites de compra coletiva são apenas sites de ofertas
A maior febre da Internet no últimos anos são os sites de compras coletivas. Se eu fosse um jornalista, nesta frase eu deveria citar vários números, estatísticas e estudos mostrando o volume de dinheiro e de cupons movimentado por estes sites.
Como não sou jornalista, vou chutar que estes sites movimentaram R$ 136,85 milhões no primeiro bimestre deste ano, sendo vendidos mais de 2,83 milhões de cupons.
Na verdade, o objetivo deste artigo é questionar esse conceito de “compra coletiva”.
Estes sites são chamados de “compra coletiva” porque, teoricamente, o grande volume de pedidos justifica a venda de produtos e serviços com descontos gigantescos (que chegam até 90%). Ou seja, todo mundo junto “comprando coletivamente” passa a ter um maior poder de barganha e consegue descontos.
Para garantir esse grande volume, os sites estabelecem um mínimo de pedidos a partir do qual o desconto passa a valer. Caso esse número mínimo não seja atingida, o desconto é cancelado. Ou seja, esse tal “número mínimo” é a variável mais importante do processo porque, teoricamente, é o volume que proporciona ao vendedor o ganho de escala necessário para compensar o desconto concedido.
Entretanto, o que observo é que esse número mínimo de pedidos normalmente é desprezível (tipo 5 ou 10 unidades) e muita vezes é até um número padrão independente do produto vendido.
Tomando como exemplo um restaurante, não faz muito sentido, economicamente falando, que, ao atingir um volume de vendas de cinco unidades, passe a valer a pena vender um produto (ex. Temaki) por menos da metade do preço. Ou seja, não é o poder do “comprando coletivamente” que viabiliza os descontos. A oferta já era viável, independente de volume, e os “sites de compra coletiva” apareceram apenas como um canal de comunicação para divulgar de forma rápida e econômica essas ofertas.
Na prática, as empresas oferecem esses descontos para fazer com que o cliente conheça o estabelecimento, produto ou serviço e quem sabe retorne em outra oportunidade (sem cupom de desconto). Ou até mesmo para desovar um produto que está com estoque alto ou um serviço que está temporariamente ocioso.
Os site de compra coletiva, portanto, são apenas sites de ofertas.
Atentas à reputação, empresas adotam redes sociais como o "SAC que funciona"
Fonte: GUILHERME TAGIAROLI/UOL - 15/05/2011
Você tem um problema com um novo produto, liga para o SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) da empresa e ele não é resolvido. No SAC, o atendente pede que você mande um e-mail com todas as informações (número de série, nota fiscal, etc) e, mesmo assim, nada de atenderem a sua solicitação. Enquanto isso, com apenas uma postagem em uma rede social citando a empresa (algo que leva poucos segundos), alguns internautas conseguem ter sua solicitação atendida ou, ao menos, alguma resposta da empresa.
O motivo dessa diferença na agilidade do atendimento, explica Solange Oliveira, consultora de comércio eletrônico, deve-se à principal característica da rede. “A internet é como tatuagem: tudo que é postado fica nela para sempre. E as empresas não querem seus nomes ligados a aspectos negativos.” (Com redes sociais em alta, repórter descreve a saga de reclamar com SAC 'surdo').
Sem tanta repercussão, porém, alguns usuários do Twitter também conseguiram o mesmo feito de Borrell. “Falar por telefone é praticamente impossível, pois eles desligam na sua cara ou fazem você esperar por vários minutos. Nas redes sociais estamos mais próximos da empresa e o sentimento de impotência não é tão grande”, relatou o engenheiro agrônomo Felipe Lima, 24, que levou cerca de 20 minutos para receber atendimento de uma operadora no Twitter. Ele, após algumas ligações sem sucesso para a empresa, resolveu reclamar no microblog pelo fato de a internet em sua casa apresentar instabilidade.
Outro caso parecido é o da designer Marina Kikuchi, 20. Após pedir o estorno de uma compra em um site de compra coletiva, apenas por meio do Twitter ela conseguiu um contato com a empresa para fazer sua solicitação. “Liguei muitas vezes para falar com o telemarketing e eles não resolviam nada. Depois que citei o perfil do site em um tuíte, a resposta veio no mesmo dia, após algumas horas.”
“As pessoas até podem estabelecer contato pelas formas tradicionais, mas as mídias sociais são as formas mais eficazes de reclamação”, disse Alexandre Diogo, presidente do IBRC (Instituto Ibero-brasileiro de relacionamento com o cliente), confirmando a rapidez de resposta neste tipo de solicitação.
Solange Oliveira, que cuida do perfil de rede social de oito empresas, ressaltou que a grande diferença entre reclamar em redes sociais e em meios convencionais é a ressonância do problema. “Quando alguém grita ao telefone com uma atendente, só a pessoa e o funcionário da companhia ouvem. Agora, no Twitter, uma reclamação pode atingir centenas ou até milhares de pessoas.” Ou seja: nas redes sociais, o texto (ou vídeo) do consumidor vale mais que sua voz ao telefone.
No caso de Felipe, apesar da resposta rápida, seu caso com a empresa ainda não foi resolvido. Já Marina precisou de sete meses de espera para receber o estorno da compra. Após o período, ela reembolsou os R$ 160, do tratamento estético pago, mais juros pelo atraso no pagamento.
No Brasil, a rede social com maior audiência ainda é o Orkut. No entanto, o uso de sites de relacionamento como substitutos do SAC só ganhou força com a popularização do Twitter e Facebook. A razão, explica Oliveira, é que a rede social do Google é “fechada”. Diferente das outras, cujo conteúdo chega a ser indexado em mecanismos de busca (no caso do Twitter, não é necessário estar associado a qualquer comunidade temática, como "Eu odeio...", para ter acesso à reclamação de um contato).
O freguês nem sempre tem razão
Apesar de todo o “mimimi” (termo para reclamações usado na web) nas redes sociais há, basicamente, dois tipos de usuários: o que, de fato, tem um problema e reclama com razão e os “trolls” – gíria utilizada na web para pessoas que reclamam sem nenhum fundamento e querem provocar discussão para tumultuar.
“O lema para quem trabalha com gerenciamento de rede é ‘não alimente os trolls’, pois esse tipo de usuário não tem um problema concreto e sempre cria discussões chulas”, explicou Oliveira, sobre os usuários que mais querem atrapalhar que ajudar.
De acordo com Alexandre Diogo, do IBRC, a empresa deve prestar atenção ao que estão falando sobre ela. No entanto, não é por que a pessoa foi lesada que ela pode falar mal descaradamente de uma companhia. “Difamação e calúnia podem render processos independente do ambiente.”
Ele ressalta que o usuário deve tomar, basicamente, três cuidados para que a reclamação seja aceita na rede social:
Não invente qualquer tipo de informação sobre o seu problema: procure ser o mais objetivo possível na reclamação. Se for fazer alguma observação que não tem certeza, procure usar, por exemplo, “A mim parece que há uma falha na....”
Mantenha os documentos acessíveis: ao postar uma mensagem, o procedimento padrão é que alguém responda e peça algum número de protocolo ou pedido. O objetivo é saber qual o status do processo. Esse tipo de informação, geralmente, é feita por meio de troca de e-mails ou de mensagens diretas (DM) no Twitter.
Não use termos que possam ofender a empresa: ao escrever palavras difamatórias ou caluniosas contra a empresa, o internauta pode passar de vítima a culpado. “Já vi até casos em que o consumidor teve que pagar para a empresa”, ressaltou. Por isso, é importante que o internauta não utilize nada que possa ofender a empresa.
Facebook é o serviço da web que mais gasta energia com servidores, diz pesquisa